quarta-feira, 15 de outubro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
previsões

...e penso: deve ser este tempo. Fico cá com uma nostalgia. Não sei. E então digo: só pode ser do tempo. Não tem que ver com a falta de certezas, com aspirações que não concretizo, com falta de rumo. è de certeza do tempo. Já viste como o céu se está a pôr? Cruzes, que amanhã chove com certeza.
Marcadores:
emotions by behindinfinity,
trees,
weather
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
celebração
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Happy to come to this side

regresso. Que bom. Regresso. Sinto que ficou para trás. não a vejo, essa linha ténue que nos separa do nada, do abismo, mas sinto que ficou para trás. E é bom regressar. Perspectivar, projectar, desejar...sonhar, verbos que me estiveram barrados num período estranho, difícil, necessário (penso). Estou aqui, tentando aprender o que significa "o caminho", "o sofrimento", a "vida". Mergulho no início de uma descoberta. Corpo e mente. Eu. Eu e o outro. Vida e morte. Um obrigado pela oportunidade. Um obrigado aos que de mansinho me puxaram para cima, com o seu amor, as suas voltas, a sua dedicação.
sábado, 5 de julho de 2008
Lamentos
terça-feira, 17 de junho de 2008
sábado, 31 de maio de 2008
A Vida
E assim mais não é, a vida,
um emaranhado sufoco de encontros
distÂncias, proximidades, nuances
levanta muros, destrói muros
o dar...
uma espécie de falta de tempo
para entender a força de cada momento;
a lentidão veloz da percepção do resto.
Assim, a vida...Um jogo
peões em extremos...o muito ou o muito pouco
uma dança sem chão
uma pauta de semi-breves
a existência do existir e das valências.
Um corredor trémulo com degraus ajustáveis
uma qualquer casa grande e abafada
tanta, tanta gente só a si abandonada.
Uma pista para campeões...caçadores de almas.
sorrisos de ninguém, metas sempre além
medos antecipados do medo potencial
o depois...
A vida!...o nunca aproveitar a alegria do instante
o chorar baixinho, a primazia da vergonha
o crescer só porque dói, o aprender sofrendo
a vitória da saudade daquilo que nunca foi
os silêncios, o quase dito, o por dizer, o impossível
a proximidade das tangentes e das secantes.
Os vértices, a fúria, o ódio...
a força do mundo e para o mundo.
Para os tantos sem nome e todos culpados
do indefinido que corrói e abrasa e é tanto e é nada.
A vida...uma canção
um corpo aninhado num qualquer chão
a espera interminável de ser arrastado para longe
o ser levado, o ser menino.
A canção...a lágrima das notas e dos cheiros
o vazio, o vácuo
a sensação nada estranha do para quê
o mar, a areia, as pegadas
a brisa, os cabelos, as mãos
o eco, as rochas, a espuma
os búzios, as dunas dos tempos
a erosão do amor...
A vida...
um emaranhado sufoco de encontros
distÂncias, proximidades, nuances
levanta muros, destrói muros
o dar...
uma espécie de falta de tempo
para entender a força de cada momento;
a lentidão veloz da percepção do resto.
Assim, a vida...Um jogo
peões em extremos...o muito ou o muito pouco
uma dança sem chão
uma pauta de semi-breves
a existência do existir e das valências.
Um corredor trémulo com degraus ajustáveis
uma qualquer casa grande e abafada
tanta, tanta gente só a si abandonada.
Uma pista para campeões...caçadores de almas.
sorrisos de ninguém, metas sempre além
medos antecipados do medo potencial
o depois...
A vida!...o nunca aproveitar a alegria do instante
o chorar baixinho, a primazia da vergonha
o crescer só porque dói, o aprender sofrendo
a vitória da saudade daquilo que nunca foi
os silêncios, o quase dito, o por dizer, o impossível
a proximidade das tangentes e das secantes.
Os vértices, a fúria, o ódio...
a força do mundo e para o mundo.
Para os tantos sem nome e todos culpados
do indefinido que corrói e abrasa e é tanto e é nada.
A vida...uma canção
um corpo aninhado num qualquer chão
a espera interminável de ser arrastado para longe
o ser levado, o ser menino.
A canção...a lágrima das notas e dos cheiros
o vazio, o vácuo
a sensação nada estranha do para quê
o mar, a areia, as pegadas
a brisa, os cabelos, as mãos
o eco, as rochas, a espuma
os búzios, as dunas dos tempos
a erosão do amor...
A vida...
sexta-feira, 18 de abril de 2008
do crescer

Ter o pensamento confundido;
saber o que tenho para viver
nos sonhos que não tive.
Perder-te.
e desejar sempre ter-te encontrado.
e saber que o lugar da não-distância
é o coração.
e saber que a vida é uma lua solarenga
uma noite apenas, sem pressa.
e saber que o que se grava cá dentro
não mais se aparta de nós.
e saber que te sei
e saber tudo isto e não querer saber.
e sentir-te na impossibilidade
de te abraçar
e sentir veludo e envolvimento.
e lembar...
sempre lembrar...
o poema, a viola, as cores
o céu daquela noite
o sorriso infantil e penetrante;
sempre o sorriso infantil e penetrante.
e jogar contigo
na música, na dança, nos olhos
elevar-me contigo
pensar-te,mexer-te, ficar-me.
Ficar-me pelo azul musical
ficar-me pela ilha sem mundo
ficar-me connosco.
connosco corre o tempo veloz
e sem ti o tempo lento e atroz.
que me ame.
Marcadores:
make peace with the past - honey and saliva
terça-feira, 8 de abril de 2008
Memória

Amar o perdido
Deixa confundido
Este coração.
Nada pode o olvido
Contra o sem sentido
Apelo do Não.
As coisas tangíveis
Tornam-se insensíveis
Á palma da mão.
Mas as coisas findas
Muito mais que lindas
Essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade
Marcadores:
Carlos Drummond de Andrade

“Amo as horas sombrias do meu ser
Em que os meus sentidos se aprofundam.
Nelas encontrei,
Como em velhas cartas,
O meio dia já vivido
Ultrapassado e vasto como numa lenda.
Elas me ensinam que possuo espaço
Para uma intemporal segunda vida.
E por vezes sou como a árvore
Que, madura e rumorosa sobre uma campa
Cumpre o sonho que a criança de
Outrora (abraçada por suas cálidas raízes)
Perdeu em tristezas e canções”
Em que os meus sentidos se aprofundam.
Nelas encontrei,
Como em velhas cartas,
O meio dia já vivido
Ultrapassado e vasto como numa lenda.
Elas me ensinam que possuo espaço
Para uma intemporal segunda vida.
E por vezes sou como a árvore
Que, madura e rumorosa sobre uma campa
Cumpre o sonho que a criança de
Outrora (abraçada por suas cálidas raízes)
Perdeu em tristezas e canções”
Marcadores:
Rainer M. Rilke
terça-feira, 18 de março de 2008
A Pedir. Soneto

Peço-te para que me escutes
sem ter que usar as palavras vazias
nenhuma delas me diz;
com efeito, todas me omitem.
Peço-te para que me abraces
sem ter de abrir os meus braços a ti;
ficar-me apenas pelo peso do corpo
deixado ao acaso na areia do solo.
Peço-te então que me beijes
sem esperar a sintonia dos lábios
e que me circundes o rosto cansado.
Peço-te porque hoje a ti me dirijo.
Não sei mais que pedir-te somente
afago para mais esta existência de protesto.
sem ter que usar as palavras vazias
nenhuma delas me diz;
com efeito, todas me omitem.
Peço-te para que me abraces
sem ter de abrir os meus braços a ti;
ficar-me apenas pelo peso do corpo
deixado ao acaso na areia do solo.
Peço-te então que me beijes
sem esperar a sintonia dos lábios
e que me circundes o rosto cansado.
Peço-te porque hoje a ti me dirijo.
Não sei mais que pedir-te somente
afago para mais esta existência de protesto.
Ambíguo

Que me doí...como de entre dois espelhos
um não é permitido.
Sim, assim parece (e mais do que isso)
assim o é!
E eu sou aquilo que não sei se sou;
sou a inversão
a divisão egoísta da insanidade.
Dou como certo que aceito a pureza como perversa.
A liberdade está no voo que nunca dei
naquele salto a que nunca me aventurei.
Sugam-me pensamentos do nada irreal
ou imoral;
Do comportamento esperado e não desejado.
2001-06-01
sexta-feira, 14 de março de 2008
Abraço

Derradeiro é o momento
que se faz, que nos faz.Um aprazível desejo
para te abraçar, envolverTal qual recolho uma nuvem,
nenúfar evoar, voar!
Teu corpo é
peça mágica de um puzzle
no encaixe perfeitoda vida que toma sentido
á ordem racional do concreto.
Abraço-te.
De quando em quando
te dou a forma de um poema.
Abraço-te.
Tomo-te em mim, nas minhas mãos,
no meu corpo
que então,
não se torna mais meu
porque se funde no teu.
Assinar:
Postagens (Atom)




