quarta-feira, 28 de abril de 2010

Excertos


Foi a primeira vez que li Pedro Paixão. Li "a vida é tudo o que acontece". Gostei, embora tivesse passado ao de leve por certos capítulos, com menos entusiasmo e mais dúvidas de que ás vezes sou capaz de compreender os livros. Contudo, este capítulo entranhou-se-me na carne, estranhamente verdadeiro e doloroso, como o amor é, foi, ou será em determinado momento.
"(...)O amor é uma leve aranha que sobre pelo teu peito nu de mulher. O amor é um animal violento que se apodera de nós. Só em nós pode viver. O que não pede nada em troca e tudo exige. (...) no amor somos iguais, somos ninguém(...).o amor não tem partes, não negoceia, é um risco. O amor é obsessivo, tenaz, caprichoso. Não mostra qualquer compaixão. Nada perdoa. (...). Não te posso dar nada senão amor. Amor é a única coisa que tenho em excesso. Que devo contigo fazer? Que posso esperar de nós?"

O Amor, por Francesco Alberoni


"O amor deve tornar-se logos, conceitos, palavras. Enquanto não sei amar e enquanto não digo amo-te, não amo plenamente. Enquanto não me identifico com o outro e não faço minhas a sua vida, história, sensações e sonhos, ainda estou na antecâmara do amor."

quarta-feira, 31 de março de 2010

Instante Exacto


"apresentaste-me a noite
as ruas sinuosas da vida
amanheci no teu sorriso
ó mulher de rosto inquieto
na febre das horas vieste
colher o corpo e os frutos
no regaço trazias o mar
novas de viagem e paixão
liberdade de asas e vento."

Percursos da Sensualidade


Foi bom ter podido olhar longamente
o teu sono cansado, poder dar asas
ás minhas mãos por entre os teus cabelos,
poder passear a ternura infinita, porque toda,
pelo corpo belo e macio que é o teu.
Sentir-te viva, cansada e indefesa.
Poder satisfazer,
até aos limites do meu próprio cansaço
a tua vontade de ternura.

E é bom andar de mãos dadas pelas ruas.
Mesmo que seja só até ao acordar do sonho.
E depois, mesmo acordada, continua a ser bom.
Mesmo quebrados os ternos laços
com os impossíveis.

São tão bonitos os teus olhos na fotografia...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Intenso...

Não me interessa qual é o teu modo de vida.
Quero saber o que anseias, e se ousas sonhar conhecer os desejos do teu coração.
Não me interessa que idade tens.
Quero saber se arriscas procurar que nem um louco o amor, os sonhos, a aventura de estar vivo.
Não me interessa saber quais os planetas que estão em quadratura com a tua lua.
Quero saber se tocaste o centro da tua própria dor, se estiveste aberto ás traições da vida ou se te encolheste e te fechaste com medo de outros sofrimentos! Quero saber se consegues sentar-te com a dor, a minha ou a tua, sem te mexeres para a esconder, disfarçar ou compor. Quero saber se consegues viver a alegria, a minha ou a tua, se consegues dançar com loucura e deixar que o êxtase te encha até ás pontas dos pés e das mãos sem nos advertires para termos cuidado, sermos realistas, ou nos relembrares as limitações de ser humano.
Não me interessa se a história que me contas é verdadeira.
Quero saber se consegues desapontar o outro para seres verdadeiro contigo mesmo; se consegues suportar a acusação de traição e não atraiçoares a tua própria alma.
Quero saber se consegues ser fiel e, por isso, digno de confiança. Quero saber se consegues ver beleza mesmo num dia não muito bonito, e se consegues alimentar a tua vida da presença de Deus. Quero saber se consegues viver com o erro, teu e meu, e mesmo assim ficar de pé á beira de um lago e gritar á lua prateada, "Sim!".
Não me interessa onde vives nem quanto dinheiro tens.
Quero saber se, depois de uma noite de dor e desespero, exausto, dorido até ao tutano, consegues levantar-te e ocupares-te das necessidades das crianças.
Não me interessa quem és, como chegaste aqui.
Quero saber se permaneces no centro do fogo comigo sem te ires embora.
Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste.
Quero saber o que te sustém interiormente quando tudo o mais cai á tua volta.
Quero saber se consegues estar só contigo mesmo; e se verdadeiramente gostas da companhia que tens nos momentos vazios.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Regressos.

Setembro. Para mim setembro é janeiro. É aqui que se regressa, que se recomeça, que se fazem planos. Fecha-se um ciclo. Que este novo caminho-projecto seja de luz, para mim, para ti dragonfly, para ti nina, e para aqueles que se sentem a recomeçar. Love u both.

sábado, 22 de agosto de 2009

neoblog

divulgo o projecto há muito existente em pensamento, agora uma realidade recém-nascida. parabéns dragonfly. e que te permitas mostrar o quanto existe alquimia nessas mãos hábeis e turgidas de emoções.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Gosto IV


Gosto quando já estou feliz por saber que vais chegar. Gosto quando chegas e me beijas, sempre apressada para cumprir o teu ritual: vestir o pijama. Gosto da tua inocência nesse acto. Tens todo um quarto para ti, e sempre colocas a tua roupa dobradinha ao fundo da cama. Gosto quando chegas á cama e no instante em que te deitas, lanças ao mundo o teu sorriso nu de quem está a fazer o que de melhor há no mundo. Gosto de gostar de todos estes instantes. Em breve colocas a mão a cobrir a boca, esperas que me vire para te encostares a mim, e apanhares a tua nuvem azul. Até ao amanhecer.

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Não fazemos algo para ficarmos felizes
Estamos felizes, por isso fazemos algo"
do livro: Conversas com Deus, livro 1.

é qualquer coisa assim. Li, e fez-me pensar. Ainda não sei se o meu acordo é completo.

domingo, 17 de maio de 2009

do livro - Comer, Orar, Amar

"(...) em primeiro lugar nunca tinha querido tomar medicação. Tinha uma longa lista de objecções pessoais(...). Quando nos perdemos em bosques sombrios como estes, por vezes levamos algum tempo a perceber que nos perdemos. Ficamos convencidos de que nos desviámos apenas alguns passos da nossa rota e que a qualquer momento voltaremos a encontrar o caminho certo.(...). Aceitei a minha depressão como se fosse o combate da minha vida. Comecei a estudar a minha própria experiência, tentando identificar as suas causas. Qual a origem de todo aquele desespero? Seria psicológico?(culpa dos meus pais?) Seria apenas temporal, uma fase má da minha vida? Seria genética? Seria cultural? Seria astrológica? Seria artística? (Não é verdade que as pessoas criativas sofrem sempre de depressão por serem supersensíveis e especiais?) Seria Kármica? Seria hormonal? Dietética? Sazonal? Ambiental? Teria um desiquílibrio químico? Ou precisava apenas de ficar na cama?"

terça-feira, 21 de abril de 2009

moratória

Qual o sentido desta passagem?
O que me falta trabalhar, encontrar e descobrir cá dentro?
Tenho tudo em cima da mesa.

sexta-feira, 6 de março de 2009

obrigado, dragonfly


esta é a minha "moeda" de troca. a minha troca. o meu obrigado, dentro do meu amor, para ti, por ontem.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

"(...)There´s a bird that nests inside you
sleeping underneath your skin
when you open up your wings to speak
I wish you´d let me in(..)"
murder of one
Counting Crows